Relatórios Econômicos

Setembro – 2018

Setembro – 2018

BRASIL

No cenário macroeconômico, o Brasil continua sentindo os efeitos da aversão a risco aos países emergentes como consequência, principalmente, da normalização da política monetária americana e das incertezas em relação ao processo eleitoral. As consequências são o aumento da volatilidade e desvalorização dos principais ativos brasileiros.

O Boletim Focus do BACEN, divulgado no dia 28 de setembro, mostra SELIC de 6,50% no final de 2018 (igual a 4 semanas atrás), 8% para 2019, 8,19% para 2020 e 8% em 2021.

O Brasil tem situação cambial favorável, com saldo em reservas por volta de US$ 381 bilhões e déficit em transações correntes de apenas 0,7% do PIB e não deve sofrer os mesmos impactos sentidos por Argentina e Turquia, apesar das preocupações com a eventual vitória de um candidato não alinhado com a necessidade de reformas.

O Real mostrou forte movimento de valorização contra o US$ em setembro, acumulando ganhos de +3,19% contra a moeda americana. A taxa fechou o mês a R$ 4,0027 contra R$ 4,1348 do mês anterior.

O IBOVESPA registrou valorização em setembro, com alta de 3,48% , fechando o mês cotado a 79.342 pontos.

EUA

O PIB do 2º trimestre cresceu 4,2%, o melhor resultado em 4 anos, mostrando forte evolução contra os 2,2% dos 3 primeiros meses de 2018. A expectativa é de que o ritmo se acomode na faixa dos 3% até o final do ano, o que mesmo assim seria o melhor resultado desde 2005. Sempre lembrando que o crescimento deste ano está sendo alavancado pelo US$ 1,5 trilhão de cortes de impostos aprovados por Trump junto ao Congresso. Muitos analistas acreditam que este impacto diminuirá entre 2019 e 2020, reduzindo substancialmente o nível da atividade econômica.

A Amazon atingiu o valor de USD 1TRI durante o mês de setembro, coroando um movimento em que a ação da companhia de comércio eletrônico mais que dobrou em 12 meses.

CHINA

Além de impor tarifas comerciais aos produtos da China, os EUA têm bloqueado também investimentos chineses via operações de fusões e aquisições, especialmente nos segmentos de alta tecnologia. Uma das consequências imediatas é que o valor destes negócios caiu de US$ 25 bilhões em 2017 para menos de US$ 6 bilhões no 1º semestre de 2018. Como alternativa, os chineses têm canalizado os recursos para a Europa, cujos recursos investidos totalizaram US$ 20 bilhões no 1º semestre de 2018 contra US$ 30 bilhões de todo o ano de 2017. Calcula-se que hoje a China investe 9 vezes mais na Europa raque nos EUA.

Os últimos dados econômicos na China, em agosto, mostraram resultados mistos, sugerindo, entretanto, que o conflito comercial com os EUA começa a impactar a atividade. Embora Produção Industrial (+6,1% anual) e Vendas no Varejo (+9% anual) tenham vindo melhores do que a expectativa dos analistas.

EUROPA

A taxa de desemprego nos 19 países que compõe a Zona do Euro atingiu 8,1% em agosto, o nível mais baixo desde novembro de 2008. As maiores taxas continuam com Grécia (19,1%), Espanha (15,2%) e Itália (10,4%), enquanto no campo oposto, República Tcheca (2,3%), Alemanha (3,4%) e Polônia (3,5%) apresentaram os menores níveis de desemprego.

 

 

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