Relatórios Econômicos

Julho – 2018

Julho – 2018

Depois da forte queda dos ativos brasileiros em maio e junho, eles apresentaram uma recuperação em julho.  O Ibovespa subiu 8,8%, o dólar acumulou queda de 3,2% e as taxas de juros no mercado futuro caíram refletindo um ambiente externo menos turbulento aos países emergentes. As eleições também já começaram a influenciar os mercados. Vimos como os ativos reagiram positivamente quando foi anunciada a aliança do pré-candidato Geraldo Alckmin com o chamado Centrão. A taxa de desemprego no Brasil ficou em 12,4% em junho contra 12,7% anteriormente divulgado. Em 2017, a taxa de desocupação estava em 13%.

Em relação à política monetária, o Comitê de Política Monetária manteve a taxa básica de juros inalterada em 6,5% ao ano. Pesou para a decisão a mudança do cenário externo, com o aumento dos riscos para a inflação associados à desvalorização do real frente ao dólar.  As projeções para o crescimento do PIB foram reduzidas para 1,50% neste ano e se manteve em 2,50% em 2019.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve meta da taxa básica de juros, como era esperado por muitos participantes do mercado financeiro. Ao fim de reunião de seu comitê de política monetária, a autoridade manteve o juro na faixa de 1,75% a 2,0%. Ao mesmo A taxa de desemprego de junho foi de 4%, acima da expectativa de 3.8%. O PIB anualizado do segundo trimestre de 2018 apresentou crescimento de 4.1%, abaixo da expectativa de 4.2%. A criação de novas vagas de trabalho em junho foi de 213 mil, acima da expectativa de 195 mil.

Os preços dos metais caíram de forma generalizada, afetados pelas crescentes preocupações quanto ao impacto das tarifas de importação dos Estados Unidos sobre a economia chinesa. A cotação do cobre, metal muito usado na produção de bens de consumo que foram alvo das tarifas americanas, como ares- condicionados e geladeiras, atingiu o menor patamar em um ano.

Outro tema marcante no mês de julho foi a oscilação das principais ações do setor de tecnologia americano. As ações do Facebook desvalorizaram 20% em um dia, perdendo 119 bi de valor de mercado causados pela falta de privacidade dos seus usuários e por permitir a propagação de “fake news”.

Na Ásia, a economia da China mostrou sinais de aceleração.

A guerra comercial entre China e Estados Unidos continua. A notícia de uma sobretaxa maior levou a China a alertar os EUA contra uma “chantagem e pressão” no comércio. O ministério de exterior Chinês deve contra atacar caso os EUA elevem a taxa de 10% para possíveis 25% das novas tarifas. Os conselheiros americanos mais radicais defendem o aumento para compensar a rápida depreciação do Yuan nos últimos meses. Desde 30 de maio, o yuan caiu 6% em relação ao dólar. No Japão, o Banco Central (BoJ) manteve sua política monetária praticamente estável, promovendo apenas mudanças marginais em sua comunicação. O Banco sinalizou que adotará mais flexibilidade em sua meta para as taxas longas de juros, que eram centradas em torno de 0,10%. A sua postura leva a crer que ele estaria disposto a aceitar taxas próximas a 0,20%.

 

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