Relatórios Econômicos

Agosto – 2018

Agosto – 2018

O mês de agosto foi marcado por um cenário externo difícil ,pela volatilidade e forte depreciação dos ativos brasileiros em meio às incertezas eleitorais. O Ibovespa desvalorizou 3,21%, o dólar acumulou valorização de 10,13% e as taxas de juros no mercado futuro registraram alta de quase 1%. As eleições também já começaram a influenciar os mercados. A taxa de desemprego no Brasil ficou em 12,3% no trimestre contra 12,9% no trimestre Recuperando as perdas registradas em função da paralisação dos caminhoneiros no fim de maio, o PIB do Brasil cresceu 0,2% no segundo trimestre, acima da expectativa de 0,1%. Em relação à política monetária, o COPOM vai realizar uma nova reunião nos dias 18 e 19 de setembro. O consenso de mercado é que a taxa não seja reduzida, mesmo com o forte movimento de apreciação do câmbio. Já a previsão do IPCA em 2018 está estimada pelo Boletim Focus em 4,11%. Para 2019 se manteve inalterada no patamar de 4.10%. As projeções para o crescimento do PIB ficaram estáveis em 1,50% neste ano e se manteve em 2,50% em 2019.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve meta da taxa básica de juros entre 1,75% a 2,0% no começo de agosto, como era esperado por muitos participantes do mercado financeiro. No comunicado, o Comitê Monetário do Fed (FOMC) considerou, contudo, que a atividade “avança em ritmo forte” e apontou que o consumo, considerado o motor da economia americana, “aumentou solidamente”. A taxa de desemprego de julho foi de 3,9%, diminuindo em relação ao mês de junho. O PIB anualizado do segundo trimestre de 2018 foi revisado e apresentou crescimento de 4.2%, acima da primeira leitura no patamar de 4.1%.

A guerra comercial com a China sobre as tarifas de importação continua trazendo muitas incertezas e preocupações, especialmente pela postura mais radical do presidente Trump. Os Estados Unidos anunciaram que em duas semanas começarão a cobrar tarifas de 25% sobre um adicional de US$ 16 bi em produtos importados da China, divulgando uma lista de produtos alvo, o que marca uma escalada na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Outro tema marcante no mês de agosto foi que a Apple tornou-se a primeira companhia a atingir valor de mercado de USD 1 tri, superando rivais, como Microsoft, Amazon e Alphabet.
Na Ásia, a economia da China mostrou sinais de aceleração. O PIB do segundo trimestre cresceu 6.7% em relação ao ano passado, em linha com a expectativa.

No Japão, o Banco Central (BoJ) manteve sua política monetária ultra-afrouxada, contrariando a tendência global, sobretudo porque a inflação no Japão continua longe da meta de 2% ao ano fixada pelo próprio BC.

Na zona do euro, os integrantes do Banco Central Europeu (BCE) consideram que a economia da zona do euro ainda precisa de estímulos “significativos” da política monetária para assegurar que a inflação continue a convergir para a meta de médio prazo. A taxa de desemprego na zona do euro segue em 8,3 % em junho.

A crise cambial na Turquia elevou a aversão ao risco e prejudicou as moedas de emergentes em geral. Segundo análise da Oxford Economics, os mais suscetíveis a contágio são Argentina e Ucrânia, com África do Sul, México, Brasil e Rússia na sequência, porém um pouco mais resistentes. A China está ajudando a Turquia durante sua crise econômica, com US$ 3,6 bi em financiamento de projetos de infraestrutura, alavancando o conflito de Ancara com Washington para expandir sua iniciativa “Belt and Road” no país-chave que liga a Ásia à Europa.

A montanha-russa dos rendimentos dos títulos soberanos da Itália continua. O retorno do papel de dez anos chegou a 3,24%, acima de 1,78% do começo de maio, quando a desconfiança se instalou entre os Investidores com a definição da coalização dos partidos populistas e eurocéticos, que formou um novo governo no país. É o maior nível do “yield” desde o começo de março de 2014. Mas o confronto será mesmo na Comissão Europeia em 15 de outubro, quando as contas serão formalmente apresentadas sob a perspectiva de que a Itália parta para um aumento de gastos.

 

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